Bye Bye Brasil!

Muitas são as pessoas que deixaram o país por algum motivo, seja em busca de um sonho, de estudar, de uma oportunidade ou simplesmente para fugir da crise.

Segundo a Receita Federal, em 2011 foram entregues 8,1 mil declarações de saída definitiva do Brasil e em 2017 esse número mais que dobrou, 21,7 mil brasileiros deixaram o país até 13 de dezembro; tendo seu auge entre 2015 e 2016 quando o país enfrentava grande instabilidade política. E hoje vamos contar experiências de pessoas que fazem parte desta estatística.

Um dos mais viajados desse grupo, Lucas Longhi Peres, 24 anos, deixou o país em busca do sonho de jogar futebol profissional. Ele que já morou na Thailândia, República Tcheca e Bélgica conta que ficou encantado com a igualdade social e disse ainda estudo, moradia e transporte são excelentes. Ele é um dos brasileiros que voltaram embora, pois disse: “Senti falta da minha família e dos churrascos com meus amigos, a experiência foi muito boa, mas nada se compara com o Brasil que dentre estes é o lugar que mais se encaixa no meu estilo de vida”.

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Outra que escolheu um país distante para viver foi Raquel Santana, 30 anos que há 6 anos mora em Dublin, na Irlanda. Raquel deixou o país para aprender inglês e nessa caminhada cursou marketing e hoje faz doutorado em tempo integral. Ela contou que: “A Irlanda não é um país barato para se viver, mas você consegue se manter. O lado bom é que é um país seguro, que me permite viajar para qualquer lugar da Europa com o preço acessível, há igualdade social e facilidade para andar sem a necessidade de um automóvel, são alguns dos muitos pontos positivos. O lado ruim é que se vê o sol pouquíssimas vezes no ano, é muito frio, chuvoso e nublado. Os irlandeses também consomem bebida alcóolica em excesso e não socializam bem por conta deste fato (não generalizando, mas uma grande maioria). Também tem o fato da prioridade no emprego ser primeiro para irlandeses, depois para europeus e por fim demais países. A saúde pública não é boa e a privada é cara”. Ela contou também que voltaria ao Brasil caso sentisse que na Irlanda faltasse oportunidade para ela e completa: “O Brasil é o meu país, eu deixei o meu país para viver uma experiência. Se der certo ótimo, se não der eu volto”.

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A verdade é que nenhum deles vê o Brasil com más olhos, mas reconhecem que ainda falta muito para ser um grande país. Há 1 ano morando na Austrália, Rodrigo de Rezende Assaf, 28 anos recebeu proposta de trabalho da Heinz em Sydney e Melbourne para ocupar uma vaga no setor de marketing da empresa. Ele diz que: “Morar fora do país não é fácil. Eu sinto muita falta da minha família, dos amigos, da comida e de tudo que remete ao Brasil”. Como em todos os lugares os prós são vantajosos de alguma forma e na Austrália não seria diferente: “Os pros são: a experiência de conhecer um novo país, novas culturas, fazer uma ‘família’ para te ajudar nas horas que mais precisa. Tem o aprendizado pessoal, segurança e novas perspectivas”. E pra encerrar ele diz: “Eu moraria de novo no Brasil, mas primeiro preciso conquistar o que fui buscar fora do país; após isso novos caminhos são sempre bem vindos. Eu não vejo o Brasil como o pior país do mundo não, acredito apenas que as pessoas precisam ser mais conscientes e pacientes com o que está acontecendo, pois nada muda do dia para a noite,mas todos podemos ajudar de alguma forma”.

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E com toda certeza sabemos que o Brasil não é o pior país do mundo, há alguns países melhores, porém outros bem abaixo. Eduardo Abreu, 27 anos também deixou o país em 2008 para jogar bola e conta como foi sua experiência morando 8 meses em Trinidade e Tobago: “O país tem lindas praias, afinal é Caribe, porém está muito abaixo do Brasil. Um dos pontos negativos é o transporte, onde cada um faz do seu jeito, não há muitas leis nesse quesito, eles comem muito não rua, principalmente em fast foods, não tem tradição de refeições em família e também não tem muita carne de vaca por conta do alto custo, em geral é frango ou porco. A criminalidade também assusta, todas as lojas possuem grade e é normal se comprar algo do lado de fora do estabelecimento”. Com o contrato encerrado em seu clube de futebol ele voltou ao país: “Não me arrependi de voltar, afinal o futebol não é tão valorizado por lá; eu não ganhava tão bem. O esporte favorito deles é o críquete (original do Reino Unido e similar ao baseball, em que se usa tacos e uma bolinha). Mas valeu a experiência, eu tinha 18 anos na época e de certa forma tive um aprendizado”.

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Morando em Londres na Inglaterra há 1 ano e meio com seu esposo Andressa Oliva Mendonca, 32 anos foi em busca de uma vida financeira melhor: “Como meu esposo tinha a cidadania italiana, o que nos dá direito de morar legalmente na Europa, decidimos nos mudar para Londres, mas não é tão fácil (ganhar dinheiro) como pensei. Porém estamos no caminho certo, pois aqui se ganha melhor e em troca se trabalha bastante. Aqui eu sou nanny (babá) e meu esposo courier (motorista de moto)”. Um dos muitos pontos positivos de Londres é ser uma cidade linda e turística e Andressa conta: “diferente do Brasil, os turistas aqui precisam gostar de frio, pois a temperatura é baixa na maior parte do tempo. O inglês também é muito difícil para quem não sabe e tem uma enorme variedade de imigrantes de varias nacionalidades”. Ela revela que a maior dificuldade é enfrentar a saudade da família, mas a internet ajuda. E destaca os pontos positivos de sua ainda experiência: “Apesar de morar fora do país ser algo para gente grande, conhecer novas culturas, lugares diferentes e viajar pela Europa por toda com preço baixo não há preço que pague”. Inclusive o casal possui um canal no youtube chamado Lucio de Londres, onde contam toda sua experiência em vídeos bem divertidos.

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A Itália também é um grande refúgio de brasileiros e um deles, William Poter, 32 anos mudou-se há cerca de 10 anos para Fiumicino (Roma). Ele foi o primeiro de sua casa a ir e dadas as condições logo seu irmão mudou-se para lá também e um tempo depois foi a vez de sua mãe. Ele resume tudo dizendo: “Apenas a diferença cultural pode ser considerada um ponto negativo, pois a Itália tem muitos pontos positivos como: qualidade de vida, menor criminalidade e mais oportunidades para viajar”. Ele avalia sua vida em relação à que tinha no Brasil e fala sobre o futuro: “Eu voltaria para o Brasil em um momento em que não houvessem mais corrupção e criminalidade, ou seja, talvez nunca”.

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Outro país bem popular para os descendentes de japonês é o Japão. No meio de uma população estimada em 127 milhões de habitantes está Bruno Yoshio Ramalho Kikuchi, 32 anos, sua mulher e seus dois filhos estão há 3 anos em Tokyo. Ele conta que a decisão de deixar o país foi muito difícil, mas necessária: “Entre tantos motivos que me fizeram deixar o país, sem dúvidas a segurança estava em primeiro lugar. Junto dela também a educação ruim e a instabilidade financeira”. Ele relata que o Japão é um país organizado e justo, mas quanto a sua volta para o Brasil diz ele: “Eu gostaria de voltar, mas da forma que está não vejo como. Eu busco tranquilidade e embora eu ame o meu país hoje não está nos meus planos”.

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Os Estados Unidos é o destino preferido de muitos brasileiros, devido aos preços justos e a boa educação das pessoas num modo geral. Esse país seria minha primeira escolha, mas eu ainda acredito que as coisas podem ser diferentes por aqui.

E você, sonha em arrumar as malas e ir embora? Qual seria o seu destino?

“Antes de finalizar gostaria de agradecer a todos que colaboraram para que essa matéria saísse. Não tenho palavras para agradecer e espero que todos vocês que ainda moram fora do país possam voltar para um Brasil que faz jus a sua bandeira, de ordem e progresso”.

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Até a próxima!!!

 

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